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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Santa Edwiges

Santa Edwiges da Silésia (AndechsBaviera1174 - Trebnitz, Silésia, atual TrzebnicaPolônia15 de Outubro de 1243), nascida Edwiges de Andechs, é conhecida na Polônia pelo nome de Jadwiga Śląska.
Depois da morte do marido e dos filhos, entrou para o mosteiro e dedicou-se a ajudar os carentes. Com seu próprio dinheiro, construiu hospitais, escolas, igrejas e conventos. Ganhou fama de protetora dos endividados por ajudar detentos da região, presos por não terem recursos pagar suas dívidas. Foi proclamada santa pela Igreja Católica em 1267.
O dia 16 de outubro é dedicado a Santa Edwiges, popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados.

Biografia


Santa Edwiges nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de Bertoldo IV, duque de Merânia, e de sua esposa, Inês de Rochlitz.1 , foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.
Aos 12 anos, casou-se com Henrique I (O Barbudo), príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa daPolônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos Domingos, Terças, Quintas e Sábado. Nas Quartas e Sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.
Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo.
Junto com o marido construiu IgrejasMosteirosHospitaisConventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.
Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de1267, pelo Papa Clemente IV. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados.

Mosteiro de Kitzingen


O convento de Kitzinger foi fundado no tempo de São Bonifácio, por volta do ano de 750 e ficou conhecido como educandário para moças. A fundadora deste centro foi Santa Hadeloga, cujo culto foi particularmente intenso no século XII, quando foi escrita sua biografia. A forma definitiva da Abadia de Kitzingen foi dada por sua sucessora, a Priora Santa Tecla, falecida pelo ano 790. O programa de estudos e educação nas escolas conventuais, especialmente para moças, foi baseado nas instruções pedagógicas de São Jerônimo e aplicado nas escolas das Ordens religiosas por vários séculos. Este famoso Doutor da Igreja, grande erudito na Bíblia e fundador de comunidades monásticas femininas não deixou um sistema completo de formação para a vida religiosa, mas sim orientações pedagógicas. Quando, em 1817, o Concílio de Aquisgrana publicou suas deliberações sobre a educação religiosa feminina nos conventos, as recomendações de São Jerônimo constituíram as bases da educação para as moças nas escolas conventuais até os inícios do século XIX.- O processo de formação envolvia a educação religiosa, intelectual e prática.
Edwiges permaneceu naquele convento quase sete anos. Neste tempo esteve em contato direto com o estilo beneditino de vida, inspirado em São Bento de Núrcia e Santa Escolástica, sua irmã. Isto significa: vida comum, orações freqüêntes durante o dia, meditação, leitura diária da Escritura, leitura durante as refeições e, sobretudo, uma liturgia solene, que envolvia a mente e o coração de todos.
As alunas aprendiam a língua latina para participarem da leitura em comum dos Salmos e outras leituras. Liam também as obras dos santos escritores dos primeiros séculos da Igreja, chamados os Pais ou "Padres da Igreja", que mostravam os modos de viver, concretamente, a Palavra da Bíblia.
A respeito do estudo da Sagrada Escritura, lemos na biografia de Santa Edwiges: "Na sua mocidade ela estudou no Mosteiro de Kitzingen a Sagrada Escritura. Desta forma ela conseguia compreender e ordenar seus afazeres de cada dia. A Bíblia foi para ela fonte de consolação interior e de devoção." É bom lembrar que, nesta época, o analfabetismo era a norma comum, sendo muito difícil encontrar uma mulher que soubesse ler e escrever e que tivesse formação. Assim, Edwiges e outras de seu tempo tiveram a felicidade de viver em um ambiente favorável à cultura e ao pensamento.
O aproveitamento dos talentos de nossa Santa Edwiges foi estimulado pela convicção de que "A santidade da vida, unida ao saber, garante à alma maior glória dos céus", conforme suas próprias palavras.
Além de estudar e aprofundar-se nas devoções de sua época, Edwiges encontrou no Mosteiro de Kitzingen vários conhecimentos práticos, tais como a arte de escrever com cuidado e aplicação as chamadas "iluminuras". Estas eram decorações que se faziam nos livros, todos escritos à mão pois não havia sido inventada a impressa ainda. As iluminuras eram desenhos de letras e decorações das mais diversas formas, geralmente muito pequenas e delicadas, mas de grande beleza.
Além das iluminas Edwiges aprendeu a execução de bordados artísticos. Outra habilidade aprendida por Edwiges foi o canto vocal e a execução de vários instrumentos da época. E junto a tudo isto ela foi instruída a cuidar de uma casa, o que significava ser responsável por vários empregados; aprendeu a cuidar de doentes e administrar hortas e jardins que davam os frutos para o consumo das pessoas e animais, bem como eram fontes de remédios.
Edwiges alcançou uma excelente formação humana, cultural e religiosa no Mosteiro de Kitzingen. Sua biografia oficial apresenta a avaliação de seu aproveitação com a expressão latina "bene literata", o que quer dizer que ela expressava ótimos conhecimentos culturais.
Nossa Santa Padroeira levou por toda a vida uma forte influência deste período de educação. Uma de suas mestras, chamada Petrissa, foi nomeada por Edwiges, vinte anos depois, Abadessa do Mosteiro de Trzebnica.
Em Kitzingen esteve também a irmã mais nova de Edwiges, de nome Mechtilde, chegando a ser Priora (uma das superioras do Convento). E neste Mosteiro existe, conforme os registros datados de 1522, as relíquias de nossa Santa Edwiges, Padroeira da Silésia.

Referências

  1. Ir para cima St. HedwigCatholic Encyclopedia. Página visitada em 2010-01-13.





Oração da Santa Edwiges

Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados. No Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio que urgentemente preciso...

(Fazer o pedido da graça que urgentemente precisa)

Santa Edwiges, protetora dos endividados, aumentai minha confiança na providência divina para que não falte o pão de cada dia, e que no final do mês não falte o necessário, que eu possa dar aos meus familiares saúde, educação e dignidade na moradia.

Santa Edwiges intercedei por mim, para que consiga o equilíbrio na vida financeira e o discernimento nos negócios. Ajudai-me a superar os problemas financeiros.

Alcançai-me também Santa Edwiges a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós

Amém.

Triquetra - Meus tios fizeram uma viagem para os Países Celtas e trouxe uma pra mim.

Triquetra é um simbolo usado no cristianismo, na magia, na bruxaria e na Wicca.
Originário das tradições Celtas, ele representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primaveraverão e inverno.
Para os cristãos, o triquetra simboliza a Trindade.
A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade.
Era um simbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual.
O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão.
No Cristianismo, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Triquetra:
Termo latino que significa "três pontas".
É um símbolo sagrado, e tem muitos significados. Eles variam em seus aspectos de espírito, da natureza e do cosmos.

triqueta (às vezes, triquetra) é um símbolo tripartido composto por trêsvésicas pisces[1] entrelaçadas, marcando a intersecção de três círculos. É comumente utilizada como um símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) pela Igreja cristã céltica. Ela também pode aparecer representada por três peixes entrelaçados.

O símbolo da triqueta antecede cristianismo e foi provavelmente um símbolo Celta antigo.Símbolos tríplices eram comum nos mitos e lendas celtas. Essa é uma das possíveis razões para a fácil aceitação de crenças cristãs pelo povo celta. A triqueta tornou-se um símbolo cristão bem adequado, já que incorpora um outro popular símbolo cristão, o peixe, tornando-se uma perfeita representação do conceito da trindade cristã. Às vezes é representado dentro de um círculo para enfatizar o aspecto da unidade.

Alguns escritores evangélicos e teóricos da conspiração afirmam que a triqueta é um símbolo satânico, alegando que ser uma forma estilizada do número 666, uma alusão ao número da besta no livro do Apocalipse. Isso, no entanto, é um anacronismo, já que a triquetra de peixes entrelaçados é um símbolo cristão que remonta aos primeiros séculos. O significado satânico supostamente atribuído ao símbolo é uma criação de evangélicos fundamentalistas modernos.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

MÁ QUALIDADE DOS PRODUTOS BRASTEMP - PRODUTOS BRASTEMP COM DEFEITOS


Há um ano adquiri produtos da Brastemp por se tratar de uma marca de confiança e durabilidade, os problemas começaram dia 18/12/2012 com o erro E00 na
Lava e Seca BWS24AE 7kg PRETA 220v 


código do produto 27749, que apresentou defeito na trava da porta e no sistema de ozônio. Dia 05/02/2013 notei que o parafuso que segura a gaveta do
Refrigerador FF 2p Inverse BRE50NEANA 422L PRETA 220v,


 código do produto 379489, estava soltando da parede interna fazendo com que a gaveta ficasse torta. No dia 13/05/2013 o
Microondas ATIVE SMART FOOD 30L BM45BRB IN 220V 



parou de aquecer apresentando defeito no Magnetron , novamente o produto apresentou o mesmo problema no dia 26/08/2013.
No dia 11/10/2013 a Lava e Seca BWS24AE 7kg PRETA 220v




código do produto 27749, apresentou o problema EH1 (motor) entrei em contato com a autorizada dia 14/10/2013. Todos os problemas acima citados ocorreram dentro do prazo de garantia e foram solucionados, exceto este ultimo na Lava e SECA, o técnico esteve arqui porem não pode abrir uma ordem de serviço porque a nota é de 02/10/2012, e o prazo de garantia já expirou, então, ele me apresentou um orçamento no valor de R$570,00 para o concerto do Motor.
Estou extremamente indignada e decepcionada com a qualidade dos produtos da Brastemp, acho um absurdo, pois todos os produtos acima mencionados não tinham nenhum ano de uso e apresentaram todos esses problemas. A BRASTEMP precisa tomar urgente alguma providencia.

Data da compra do Microondas - 04/10/2012
Data da compra do Refrigerador - 05/10/2012
Data da compra da Lava e Seca - 02/10/2012


http://www.reclameaqui.com.br/6731409/brastemp-consul/ma-qualidade-dos-produtos-brastemp/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Significado do Alce...

Símbolo da autoestima o Alce nos dá coragem

 Alce simboliza a nossa expressão de alegria quando algo que realizamos e desejamos tornar público seja reconhecido, não para que as pessoas nos olhem como realizadores vaidosos, e sim, com o verdadeiro sentido de partilhar a nossa realização que nasce da alegria contagiante de mostrarmos que aprendemos como é que se faz. Primal extremamente forte, ele é também um símbolo da persistência que chega beirar à teimosia, da longevidade, da sabedoria, confiança, autoestima e da energia primal feminina que é colocada com muita firmeza. Esse é um dos Animais de Poder mais antigos e primitivos, cuja ancestralidade concede aos seus raros eleitos uma sagrada e única energia primeva espiritual.

Um macho adulto pode crescer até 2,5 metros de altura e pesar até mais de 600 quilos.  Quando o macho está no período de acasalamento vocifera muito alto e o som produzido pode ser ouvido até 5 quilômetros de distância ou mais.  Desta forma, quando uma fêmea responde às suas chamadas, ele corre para ela, pronto para combater qualquer coisa que se oponha ou esteja em seu caminho. Alces são naturalmente destemidos e resolutos, o que torna sua presença conhecida quando eles decidem tomar uma atitude.  Entretanto, eles também têm a capacidade sobrenatural de se camuflar, apesar de sua grandiosidade e força, pois são capazes de atravessar inúmeros campos e territórios quase que totalmente invisíveis.  Todas essas características desse “Guia Espiritual” podem e serão repassadas àqueles a quem ele elege e protege, pois ensinará o poder da sua presença e invisibilidade.

Se foi o Alce quem surgiu em nossa jornada, então ele é o seu Animal de Poder e provavelmente você pode ser uma pessoa que esteja cheia de contradições. Por exemplo, pode estar desajeitada e ainda assim ser graciosa, ser grande, alta ou gorda e ainda sim ter a capacidade de mover-se rápida, sutil e silenciosamente.  Normalmente, os indivíduos com este primal têm a percepção de profundidade excelente e costumam usar de muita sabedoria em suas atitudes.  Eles também possuem uma habilidade inata de manterem-se equilibrados, saber quando devem ser gentis e quando devem ser mais fortes e incisivos, e isso quer dizer: quando, em qual situação e para quem. Essa capacidade de mudar a forma está ligada à mitologia desse primal que funde-se com os ensinamentos do Xamanismo e da magia ancestral. Portanto, para os eleitos desse totem é recomendável que cultivem essas habilidades, que serão realçadas com o passar do tempo e por meio de um estudo mais aprofundado.

Ver Alces na natureza é um acontecimento incrível, pois a energia que eles incorporam é extraordinária. Seus chifres colossais crescem mais do que qualquer outro animal que possua cornos.  Um antigo mito os nomeia de “Coroa da Coragem”, porque na realidade eles simbolizam um alto conhecimento e estão ligados ao chacra cardíaco do homem. Ou seja, ao centro das emoções e conforme esses chifres crescem, o chacra coronário abre-se e alarga-se fornecendo àqueles que o têm como “Guia Espiritual” um canal direto ao conhecimento do amor universal.  O Alce possui um senso altamente desenvolvido de olfato e audição, e os bebês nascem com os olhos abertos. Simbólicamente, seus eleitos costumam nascer com o terceiro olho, o olho interior da visão e da intuição já aberto, ou seja, eles vêem coisas e aspectos multidimensionais com extraordinária clareza pois seus dons psíquicos já estão prontos para serem utilizados.  Raros são os indivíduos com esse primal que, cedo ou tarde na vida, não despertam e utilizam esse dom.

Geralmente os eleitos por esse totem passam por algumas de suas lições e testes de iniciação já na sua primeira infância. Contudo, a energia do destemor e da coragem que lhe são conferidas de forma inata, juntamente com a conexão direta com o conhecimento universal, lhes dão o auxílio necessário para fortalecerem sua autoestima e encontrarem o seu verdadeiro lugar no mundo. O Alce é um totem muito  poderoso para se ter ao lado e irá auxiliar seus eleitos a descobrirem quem verdadeiramente são, colocando essas pessoas em contato direto com a sabedoria ancestral e primeva. 








“A Paz chega aos corações dos homens quando esses perceberem sua unidade com universo, quando perceberem que o Tudo que É está realmente em todos os lados, inclusive dentro de cada um de nós”.

http://www.espacomythos.com.br/

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fadas













fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticosanglo-saxõesgermânicos e nórdicos.
O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.c. As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
O escritor e folclorista inglês Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos.

Etimologia


Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."


As fadas de Cottingley



Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos declarividência, de fenômenos paranormais e parapsicológicos que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza" (Coelho, 1987, pp. 36–7). Nas palavras de Schoereder (s/d., p. 21):
São numerosos os relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos, supostamente vindos de planos paralelos de existência.
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como as fadas de Cottingley), é o que envolve duas primas, as adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths, que em 1917, ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no Strand Magazine em 1920, despertaram a atenção até mesmo de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Doyle, que era um seguidor do espiritualismo, acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de montagem fotográfica nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor teosofista Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela BBC e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da parapsicologia: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
Mas finalmente em 1982, numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em 1977, por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, Princess Mary's Gift Book, publicado por volta de 1914 e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou."

A hierarquia do mundo invisível


Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):
  • Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
  • ElementaisEspíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (aráguaterra e fogo).
    • Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
    • Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
    • Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
    • Elementais das águas: representados pelas ninfasondinasespíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.

A Fada do Dente

Há uma tradição em Portugal, Brasil, Canadá, em parte do Reino Unido e nos Estados Unidos e noutros países europeus, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.

Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.

Fadas na cultura popular

  • Lorelei, a fada alemã, de longos cabelos louros, que canta para atrair os homens e afogá-los.
  • Morgana Le Fay, a protetora do rei Artur em Avalon.
  • Viviane, a amante de Merlin.
  • Fada Bela, personagem da série Caça Talentos, da Rede Globo entre 1996 à 1998, é meio fada e meio humana, possui vários poderes. Foi interpretada por Angélica.
  • Sininho (ou Tinker Bell), fada fiel a Peter Pan que é apaixonada platonicamente pelo companheiro.
  • Sookie Stackhouse, personagem dos livros da autora Charlaine Harris e da série True Blood, é meio fada e meio humana. Possui o dom da telepatia.
  • No universo ficcional de Harry Potter, as fadas são pequenos animais humanóides de baixa inteligência e fraco poder mágico. Dotadas de asas de inseto multicoloridas, são utilizadas pelosbruxos para compor decorações vivas. Habitantes de matas e alagadiços, são criaturas mudas que comunicam-se através de zumbidos. Reproduzem-se pondo ovos na parte de baixo de folhas. J. K. Rowling cita ainda uma espécie chamada "fada mordente", praga doméstica venenosa. cujos ovos têm propriedades mágicas.
  • Winx ClubWings e Os Padrinhos Mágicos são outros exemplos de obras modernas que usam fadas como tema.
  • Criança trocada é uma lenda relacionada a fadas chamadas changelings.